Natação não teve um caso de doping nos Jogos Olímpicos de Pequim, diz FINA. SERÁ?
Para alegria da entidade, nenhum caso positivo foi registrado.
Devemos comemorar o fato, não é?
Por incrível que pareça, não. Temos que ficar preocupados.
Pouco antes dos Jogos, 4 nadadores foram pegos por confederações nacionais. In Sung Hong (Coréia do Norte), Aleksandra Majda (Polônia), Kunpeng Ouyang (China) e Jessica Hardy (Estados Unidos). Isso sem falar na brasileira Rebeca Gusmão.
Vale lembrar que, só em 2008, 54 recordes mundiais foram quebrados.
Vocês percebem a incoerência?
Alguns vão justificar que tal fato se deve ao LZR. E tem razão. Mas não podemos afirmar, com convicção, que apenas o desenvolvimento de um traje ocasionou tantas melhoras de marcas.
Em coluna publicada no jornal espanhol Marca, o jornalista Gerardo Riquelme relata o método adotado por nadadores para enganar a WADA (Agência Mundial Antidopagem) e fugir dos testes.
Algo simples e banal, que ocorre principalmente com países do Leste Europeu.
Primeiramente, os atletas se inscrevem com nomes falsos. A WADA, sem saber, vai buscá-los para um teste surpresa e não os encontra. Como a visita é feita sem aviso prévio, as chances são altas de não se encontrar o nadador. Logo, este é isentado e o assunto se resolve.
Uma segunda situação que dificulta o trabalho da WADA são as fichas de identificação dos atletas. Muitas vezes, eles tiram fotos com touca e óculos, confundindo o órgão na hora de distinguir a face de cada um.
Reitero que é inegável a evolução dos nadadores, das piscinas e dos trajes, logo, dos tempos. Porém, o fato da FINA não ter descoberto um atleta que tenha se utilizado de substância proibida deveria fazê-la, antes de festejar, rever o seu projeto contra o doping.

