segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Entrevista com Vanderlei Cordeiro de Lima

Depois de uma semana de anúncios que incomodaram a todos (e peço desculpas por isso), o BLOG DO MASSI finalmente revela sua surpresa. Esclareço que a medida de divulgar demasiadamente o post foi necessária pela figura que será destacada hoje.

Vanderlei Cordeiro de Lima adquiriu “status” de ídolo nacional após a medalha de bronze nas Olimpíadas de Atenas, em 2004, mas alguns resultados, como o ouro nos pan-americanos de Winnipeg (1999) e Santo Domingo (2003), as vitórias nas Maratonas de São Paulo, Hamburgo e Tóquio, já o credenciavam como atleta de ponta nas corridas de rua.

Graças ao contato realizado na Bienal do Livro, no Rio de Janeiro, por um grande amigo, tive a oportunidade de falar com Gabriela Salek, uma das responsáveis por gerenciar a carreira do maratonista Vanderlei Cordeiro de Lima, a principal figura da última edição dos Jogos Olímpicos. A troca de e-mails possibilitou a entrevista.

Nela, o esportista revela seus planos para a seqüência da carreira, como Pequim-2008, detalha a preparação para uma maratona, coloca a modalidade acima da família e relembra a agressão do padre inglês.

Segue abaixo a entrevista:


Blog do Massi - Ao ler sua biografia, notei que existe uma enorme gratidão a algumas pessoas, como Ricardo D’Angelo (técnico) e Sérgio Coutinho Nogueira (ex-presidente da União Esportiva Funilense), mas não há qualquer menção a um grande ídolo. Você tem um ídolo?

Vanderlei Cordeiro - Tenho sim, Joaquim Cruz.

BM - Você já obteve um terceiro, três quartos e dois quintos lugares na Corrida de São Silvestre. Existe alguma frustração por não ter conseguido uma vitória nas ruas de São Paulo?

VC - Frustração não. No atletismo a gente vai se programando para viver metas. Praticamente todas as minhas participações em São Silvestre foram em períodos preparatórios para outras competições, sem que eu tivesse me preparado para a São Silvestre especificamente. É uma prova pela qual tenho muito carinho porque sabemos o quanto ela é querida pelos brasileiros, mas a gente vai fazendo o que pode.

BM - Em outros esportes é muito comum analisar os adversários. Isso existe na maratona? Como que é realizado esse estudo?

VC - Na maratona o que fazemos é procurar conhecer as características dos adversários para melhor planejar a estratégia de corrida. É isso.

BM - Em sua primeira maratona, disputada em Reims (França), em 1994, você era um dos “coelhos” do evento (atleta é contratado pela organização para melhorar a exibição, podendo, por exemplo, aumentar a velocidade na prova caso o desempenho dos favoritos esteja abaixo do esperado). Gostaria de entender o motivo pelo qual um corredor se dispõe a ajudar a ditar o ritmo de uma prova e coloca em segundo plano os resultados. Quais são os benefícios de ser um “coelho”? (Vanderlei, na ocasião, venceu a prova)

VC - Na verdade, fazer o "coelho" para uma prova interessa para o atleta quando ele está em outra fase do treinamento, visando resultado em outra prova, por isso ele não está na melhor fase de seu treinamento para concluí-la. Isso não impede de o atleta ir até o fim se estiver inteiro, e foi isso que aconteceu em Reims. O "coelho" é contratado para impor um ritmo, garantindo uma boa marca para a prova, o que dá melhor qualidade a ela.

BM - É impossível não abordar o assunto Olimpíadas de Atenas tendo a oportunidade de entrevistá-lo. No livro, senti falta da sua descrição dos momentos pós-incidente com o ex-padre inglês Cornellius Horan. Gostaria que você relatasse o que sentiu, como pessoa e como atleta. Conte-nos seus pensamentos e quais foram os danos físicos, além da perda de velocidade?

VC - No livro a intenção era não dar maior importância à agressão, mas à reação a ela: fui até o fim, numa luta pela sonhada medalha olímpica que consegui. Isso era o mais importante. Quanto ao momento da agressão, fiquei meio fora de mim, sem entender, em segundos, o que foi tudo aquilo, mas fui erguido do chão e vi à minha frente que ainda tinha a prova para terminar. Foi o que eu fiz. Senti dor na coxa esquerda, precisei fazer um esforço quase redobrado para correr e isso provoca muitas dores, mas a euforia de saber que eu estava no quadro de medalhas dava muita força. Fui até o fim.

BM - Você acha que sua experiência olímpica ajudou-lhe naquela situação? (Vanderlei havia disputado duas Olimpíadas anteriormente, em Atlanta-1996 e Sydney-2000)

VC - Tudo que já tinha vivido antes me deu força: a experiência, o apoio da minha equipe, as situações estressantes já vividas em competição. Competir põe você muitas vezes em seu limite e você tem que saber reagir a isso, ir adiante.

BM - Hoje, com 38 anos, quais são seus planos para a seqüência da carreira? Acredita que pode competir em alto nível até que idade? Pequim seria uma despedida com “chave de ouro”?

VC - No momento estou focado em treinar para buscar um bom resultado em Milão (a prova será disputada em 2 de dezembro), para lutar por uma vaga em Pequim. Não consigo pensar em parar, porque sinto muita disposição e bom rendimento nos treinos. A hora que tiver que parar, nunca vai ser definitiva, vai ser só, talvez, das grandes competições. Mas ainda quero correr muito.

BM - Com o passar dos anos, os atletas vão perdendo motivação, se cansam da carga pesada de treinamentos e desejam dar maior dedicação à família. Essa fase está chegando para você? Lembro que na biografia, em diversos momentos, Cleonice e suas filhas cobraram uma maior presença.

VC - Minha relação com minha família sempre foi essa, de sentirem minha ausência, depois comemorarem minha volta. Assim vai ser sempre, porque esta é minha rotina, esta é minha vida. Do mesmo jeito que cobram, torcem pelos resultados e assim vai.


BM - Por que a opção de começar a carreira com provas de cross-country e cinco e dez mil metros, ao invés da exclusividade em maratonas?

VC - Tudo que vem antes da maratona é importante. Você vai adaptando seu ritmo, seu treinamento a cargas e desafios cada vez maiores. Isso fazia parte do plano de longevidade da minha carreira e tem dado certo, afinal, só em maratonas eu já tenho 13 anos de carreira, sem contar o que veio antes.

BM - O que achou do recorde do etíope Haile Gebreselassie na Maratona de Berlim? (O atleta concluiu o percurso de 42km e 195 metros em 2h04min26seg)

VC - Eu sabia que ele quebraria o recorde. Eu o conheço e sei que é um atleta fenomenal.

BM - Marílson Gomes dos Santos e Franck Caldeira são os dois grandes maratonistas brasileiros no atual momento. Como você analisa o desempenho de ambos, qual tem maior potencial e existe algum outro corredor que devemos abrir os nossos olhos e que poderá surpreender em um curto espaço de tempo?

VC - Os dois são talentosos e vão dar muitas alegrias para os brasileiros. Todos temos momentos em que estamos melhores ou piores por várias situações da vida e isso pode ocorrer entre eles também. Vivemos numa terra de talentos e não duvido se aparecer por aí mais um garoto cheio de potencial. Estou, inclusive, querendo contribuir para esses talentos por meio do Instituto Vanderlei Cordeiro de Lima, que está em fase de implantação em Campinas. Com esse projeto, pretendemos acolher a garotada carente, oferecer educação, esporte, cultura e ajudar na vocação de novos atletas.


OBS: Aos interessados, está no link a entrevista com Fábio Seixas, editor-adjunto do caderno de esportes da Folha de São Paulo e comentarista de F1 da Rádio Bandeirantes. http://blogdomassi.blogspot.com/2007/10/entrevista-com-fbio-seixas.html

Balanço da temporada da F1

O GP Brasil de F1 confirmou sua fama de imprevisível e consagrou Kimi Raikkonen, da Ferrari, como campeão da temporada 2007.

Hamilton errou nos momentos decisivos, como todos perceberam, mas é o melhor piloto que surgiu desde a morte de Ayrton Senna. Nem Michael Schumacher conseguiu ser tão competente em seu ano de estréia. Deixemos de lado a opinião e entremos nas informações.

Nas últimas dez corridas, Raikkonen obteve nove pódios, assim como o britânico obteve nas dez etapas iniciais. O finlandês não pontuou apenas em Nurburgring, mas venceu cinco corridas na segunda metade do campeonato.

Felipe Massa pecou pela inconstância ao longo de 2007 e só obteve três pódios consecutivos em uma oportunidade. Teve problemas em sete GPs.

Fernando Alonso, mesmo com todos os problemas na McLaren, não pontuou apenas em uma corrida, no Japão, em condições climáticas desfavoráveis.

O mais bacana do título do piloto da Ferrari reside no fato dele ser indiscutível. Caso Hamilton vencesse, todos falariam que foi protegido. Se Alonso fosse tri, o caso de espionagem seria relembrado. Com o discreto Raikkonen no topo, não há o que comentar. Sorte da categoria, que melhora sua imagem.

Para o ano que vem, as perspectivas são as melhores possíveis. Teremos mais duas corridas de rua, em Valência e Cingapura, Felipe Massa terá que conviver com a pressão de correr ao lado um campeão mundial novamente, Hamilton precisará se recuperar psicologicamente, Alonso decidirá seu destino (caso seja a Renault, mais uma escuderia deverá brigar pelo título), a BMW-Sauber deve seguir bem, devido ao seu motor, e a Red Bull evoluirá (mero palpite), já que conta com o melhor projetista, Adrian Newey.

Teremos que lamentar ainda o baixo número de ultrapassagens, que deve continuar irrisório e a presença de alguns péssimos pilotos, como o novato Roldán Rodriguez, patrocinado pela Telefônica, e que peagou para ser titular da Spyker. Brevemente deveremos ter também um indiano.

A Austrália abrirá o calendário de 2008 no dia 16 de Março. Interlagos sediará a última corrida, em 2 de Novembro.

Serão 22 semanas de pausa. Nos resta aguardar.

domingo, 21 de outubro de 2007

Nalbandian fatura Master Series de Madrid

O final de semana foi marcado pelos fatos “impossíveis”. Adriano balançou as redes adversárias após longo jejum. Kimi Raikkonen venceu o Mundial de Pilotos da F1 e David Nalbandian derrotou Roger Federer na decisão do Master Series de Madrid.

Este post será dedicado ao tênis. O argentino esteve em uma semana impecável, obteve seu primeiro título na temporada, o sexto na carreira e se redime após pífia temporada.

Nalbandian venceu o número um do mundo por dois sets a um (1/6, 6/3 e 6/3). Foi preciso nos golpes e conseguiu fazer algo que nenhum adversário antes havia realizado em quadras rápidas: exigir que o suíço corresse atrás da bola. Rafael Nadal faz isso no saibro.

O que torna o feito do “hermano” mais impressionante é o fato de ter superado também o segundo e o terceiro colocado no ranking, em fases anteriores. O espanhol Nadal se desgastou em duelo contra Andy Murray e não agüentou o ritmo para as quartas-de-final. E a sensação sérvia, Novak Djokovic, foi batido na semifinal.

No primeiro set, um fato curioso aconteceu. Nalbandian solicitou o “challenge”, que desafia a marcação do árbitro através de computadores, mas o juiz brasileiro Carlos Bernardes informou que o aparelho estava com defeito e não poderia ser utilizado. Azar momentâneo do campeão.

Apesar da derrota, Federer deve confirmar seu favoritismo na Masters Cup, evento que reúne os oito melhores do mundo ao final de cada temporada, pois Nadal não está com o mesmo preparo físico de outras épocas. A força e a velocidade do espanhol são fundamentais em seu jogo.

Häagen-Dazs promove sua marca no GP Brasil

Não são poucas as empresas que aproveitam o GP Brasil de Fórmula 1 para divulgar suas marcas. A Häagen-Dazs é uma delas e realizará uma ação no dia da corrida.

O post interessa ao público que acompanhará a prova em Interlagos. Nas proximidades do heliponto haverá degustação de sorvete.

Aos que estiverem na arquibancada, serão distribuídos picolés e “minicups”.

A expectativa é que cem mil pessoas vejam o logotipo ou realizem algum tipo de interação com a marca.

sábado, 20 de outubro de 2007

Felipe Massa é pole em Interlagos

Felipe Massa, da Ferrari, conquistou pela segunda vez consecutiva a pole position para o GP Brasil de Fórmula 1.

Na primeira parte do treino, o brasileiro já havia sido o mais rápido. Na segunda parte, Hamilton liderou. Mas na Super Pole, o vencedor da edição 2006 da corrida de Interlagos se sobressaiu e cravou o melhor tempo, 1min11seg931.

Lewis Hamilton completa a primeira fila. O britânico registrou 1min12seg082. Raikkonen é o terceiro e Alonso, o quarto.

Mark Webber surpreendeu e superou as BMW, ficando com a quinta colocação no grid. A outra RBR, de David Coulthard, é o nono.

Kubica larga em sexto e seu companheiro de equipe, o alemão Nick Heidfeld, é o sétimo. Trulli com o oitavo tempo, Rosberg em décimo e Rubinho em décimo primeiro fecham a primeira metade do grid.

Na transmissão da Rede Globo, o comentarista Luciano Burti levantou a possibilidade de Massa ser punido pela FIA por ter dado uma volta “de comemoração” após conquistar o primeiro posto.

Porém, a desatenção da emissora carioca fez com que se levantasse tal possibilidade. O brasileiro cruzou a linha de chegada faltando um segundo para terminar o treino, portanto, teria direito a mais uma volta rápida. Abdicou da tentativa, mas mesmo assim seu tempo foi computado. E a volta “olímpica”, de retorno aos boxes, não teve nada de irregular.

Esclarecimentos e informações devidamente relatadas, nos resta agora apenas aguardar a corrida de amanhã.

Resultados do treino livre

Concluída a última sessão de treinos livres, os pilotos descansam e se preparam para a classificação que definirá o grid de largada para a corrida de amanhã, que terá início às 14h.

Neste terceiro treino, Felipe Massa foi o mais rápido com 1min11s810. Hamilton apareceu logo atrás, 1min11s934. Kimi Raikkonen, companheiro de equipe do brasileiro na Ferrari, foi o terceiro com 1min11s942.

Rubens Barrichello surpreendeu e foi o sexto. Alonso registrou o oitavo melhor tempo.

Definidas autoridades no pódio

Após custear a reforma no Autódromo de Interlagos, o prefeito da cidade de São Paulo, Gilberto Kassab, será o responsável por entregar o troféu ao vencedor do GP Brasil de F1.

O governador do Estado de São Paulo, José Serra, agraciará o segundo colocado com a taça. E o Ministro dos Esportes, Orlando Silva, ao terceiro.

José Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobras, premiará o representante da escuderia vitoriosa, desde que esta não seja a McLaren, rival da Williams.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Segundo sessão e indisposição de Galvão

O segundo treino livre desta sexta-feira indicou que a McLaren deve ser a mais veloz para a classificação de amanhã. Isso porque, a tendência é que o tempo melhore no decorrer do fim de semana e sem chuva a escuderia inglesa mostrou-se mais rápida e foi a única a atingir a “casa” dos 1min12seg.

Hamilton foi o primeiro com 1min12seg767, seguido de Alonso, 1min12seg889. Felipe Massa e Kimi Raikkonen vieram na seqüência. Fisichella surpreendeu com o quinto lugar e deixou seu companheiro Kovalainen bem para trás. O finlandês registrou apenas o décimo segundo tempo.

Outras duas surpresas foram Kazuki Nakajima, que em sua estréia ficou em oitavo, e David Coulthard, da Red Bull Racing, em nono, onze posições a frente do companheiro Webber.

Quem se destacou depois da sessão foi Galvão Bueno. O locutor da Rede Globo teve um leve mal-estar e por precaução, realizou exames preventivos no Hospital São Luiz. Nada foi detectado e ele está confirmado para a cobertura da emissora.

Drogba está deixando o Chelsea (atualizado)

Os parênteses neste post têm um motivo: havia dito abaixo que divulgava a matéria em primeira mão.

Fui alertado pelo leitor e amigo Leonardo Martins de que o site globoesporte.com já havia dado a notícia três horas antes. Verifiquei no portal e realmente ele tem razão. Peço desculpas aos internautas e faço um breve comentário sobre a situação.

O intuito deste blog é analisar o esporte com um outro olhar e não adianta mesmo que eu divulgue algo em primeira mão, já que poucos lerão que dei em primeira mão ou também, cada órgão de imprensa pode utilizar estes termos e falar que foram eles os "desbravadores" de determinado assunto. Às vezes nos impressionamos com tais fatos e achamos que estamos nos antecipando a todos. Não ganhamos nada com isso. O importante é que o fanático por qualquer modalidade esteja bem informado após a leitura do texto.

Dito isso, reescreverei o post, fazendo com que o leitor deste espaço tenha mais conhecimento do caso Drogba/Chelsea do que o freqüentador do globoesporte.com, do UOL ou de qualquer outro portal. Já recebi a matéria completa da France Football, que publicou entrevista com o atacante, e reproduzo mais falas do "protagonista".

Aí vai a matéria novamente!

Acabo de receber a newsletter da revista France Football e me deparo com uma grande surpresa: Didier Drogba quer deixar o Chelsea.

"Agora chego a um estado onde tenho a impressão de que já não tenho nada o que mostrar. Minha decisão está tomada e nada me prenderá aqui. Amo o Chelsea, mas é hora de partir", disse o atacante em entrevista a publicação.

Quis deixar claro também, que nada o fará mudar de opinião, nem mesmo a chegada de Kaká ou Ronaldinho Gaúcho, o que resultaria na melhora de qualidade do elenco.

“Nada pode me impedir de deixar o Chelsea. Sei que já fizeram contato com Kaká e Ronaldinho Gaúcho para virem à equipe, mas mesmo com suas chegadas não mudaria de opinião. Necessito de um clube onde eu queira “quebrar a perna”, para ganhar e que me faça sonhar. E não existem cinqüenta clubes capazes de fazer isso, somente quatro: Real Madrid, Barcelona, Milan e Inter de Milão. O Olympique de Marselha, que foi quem me lançou, seria outra opção, mas não podem ser pelo meu preço.”

Em seguida, ele afirmou que os dirigentes já sabem de sua posição, mas que ainda tem que sentar e colocar tudo em ordem.

O Chelsea, em comunicado oficial, se posicionou sobre a situação: “Didier Drogba firmou no ano passado um novo contrato de quatro anos. Como grande profissional que é, estamos convencidos de que continuará seu compromisso conosco e que quer respeitar seu contrato”.

Agora, entrando no rumo das especulações e notas divulgadas pela imprensa européia, as informações que Frank Lampard, Florent Malouda, Ricardo Carvalho, Joe Cole e John Terry também estão dispostos a abandonar a equipe do magnata russo Roman Abramovich.

Voltando à certeza dos fatos, a saída de José Mourinho provocou uma mudança radical nos vestiários de Stamford Bridge. Ninguém ficou satisfeito com a decisão e Drogba, o principal admirador de Mourinho, foi o primeiro a se posicionar: “Não superei a saída de Mourinho e minha relação com o Chelsea está abalada”.

Esta notícia promete aquecer o mercado de inverno!

Novidades de Bernie Ecclestone

O grande personagem do dia até o momento é o “chefão” da F1, Bernie Ecclestone.

Em passagem pela sala de imprensa de Interlagos, ele afirmou que a Prodrive não correrá em 2008, acabando com os rumores de que Hamilton e Ron Dennis iriam para a nova equipe e a Mercedes continuaria com Alonso.

Outra novidade foi a revelação de que a americana General Motors e a sul-coreana Hyundai estariam interessadas em participar da categoria. A segunda se aproveitaria da inclusão do GP da Coréia do Sul no calendário a partir de 2010.

Se as possibilidades se concretizarem, chegaria a oito a quantidade de montadoras dentro da F1.

Balanço do primeiro treino livre

Daqui alguns instantes começa a segunda sessão de treinos livres para o GP Brasil de F1.

No primeiro treino, realizado às 10h, Kimi Raikkonen foi o primeiro com 1min19s580, quase meio segundo mais veloz que Felipe Massa, também da Ferrari, que registrou 1min20s062. Kovalainen, Rosberg, Hamilton, Ralf Schumacher, Vettel e Webber completam a lista dos oito primeiros colocados.

A garoa prejudicou as tomadas de tempo e quatro pilotos sequer se arriscaram a entrar na pista: Fernando Alonso (McLaren), Nick Heidfeld e Robert Kubica (ambos BMW-Sauber) e Giancarlo Fisichella (Renault).

Este treino não serviu para muita coisa. Adrian Sutil, da Spyker, foi o que mais andou, tendo completado trinta voltas no circuito. Kimi deu nove voltas e Massa e Hamilton, dez.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Drogba está deixando o Chelsea

Acabo de receber a newsletter da revista France Football e me deparo com uma grande surpresa: Didier Drogba quer deixar o Chelsea. É isso mesmo. Provavelmente, quando vocês lerem esta notícia, terão visto através dos grandes portais. Mas, até o momento, nada foi divulgado.

Em entrevista a publicação, o marfinense diz que, desde a saída de José Mourinho, o clima nos vestiários não é o mesmo. Em seguida, afirma que seu ciclo no clube inglês chegou ao fim.

Nem mesmo com uma eventual chegada de Kaká ou Ronaldinho Gaúcho, o atacante muda de idéia.

“Nada pode me impedir de deixar o Chelsea. Sei que já fizeram contato com Kaká e Ronaldinho Gaúcho para virem a equipe, mas mesmo com suas chegadas não mudaria de opinião. Necessito de uma equipe que me faça sonhar, e não existem cinqüenta clubes capazes de fazer isso, somente quatro: Real Madrid, Barcelona, Milan e Inter de Milão, além do Olympique de Marselha (clube pelo qual já atuou)”, disse ele.

Drogba afirmou que os dirigentes já sabem de sua posição, mas que ainda tem que sentar e colocar tudo em ordem.

A notícia promete esquentar o mercado de inverno.

Em Primeira Mão

Antes de todos os portais brasileiros, o BLOG DO MASSI já divulga: Didier Drogba está de saída do Chelsea!!! Daqui a pouco a reportagem completa!!!

Vídeo do Dia

Há duas semanas, no GP da China, Lewis Hamilton manteve Fernando Alonso com chances de conquistar o título após cometer erro na entrada dos boxes.

A equipe da emissora espanhola Telecinco, que detém os direitos de transmissão da F1 no país, não perdeu a oportunidade para vibrar. E que vibração!

Vejam o “milagro”!

Vodafone não sabe para quem torcer no domingo

A operadora Vodafone, patrocinadora da McLaren-Mercedes, está dividida na decisão da Fórmula 1. Eles não sabem para quem torcer no domingo.

A solução encontrada foi lançar uma campanha publicitária em cada um dos países dos pilotos para satisfazer a todos.

Na Espanha, o anúncio pede um milagre para Alonso. Enquanto isso, na Inglaterra, um desejo de boa sorte a Hamilton.

Abaixo reproduzirei na íntegra as propagandas:

“Os milagres existem. Grande Prêmio do Brasil. Vá com tudo Fernando. É teu momento”.

“Boa sorte, Lewis”.

No país ibérico, o público tem a oportunidade de enviar uma mensagem de apoio ao asturiano.

A imprensa britânica está dividindo os holofotes entre a F1 e a decisão da Copa do Mundo de rugby. Os espanhóis, por sua vez, estão voltados exclusivamente para o automobilismo. A empresa Mutua Madrilena, principal patrocinadora das transmissões da categoria na Telecinco, exibirá o especial “Todos com Alonso” pouco antes da corrida.

Renault procura Telefônica para trazer Alonso de volta

A escuderia francesa segue tentando viabilizar financeiramente o retorno de Fernando Alonso ao seu cockpit em 2008. Dessa vez, a tentativa foi procurar a empresa de telefonia espanhola, patrocinadora do piloto asturiano.

A equipe, dirigida por Flávio Briatore, já apresentou o projeto do novo carro, o R28, para o bicampeão mundial. O problema é justamente encontrar quem cubra o salário pago pela McLaren, 20 milhões de euros.

Porém, as informações que chegam é que a Telefônica não vê com bons olhos a negociação, pois o grupo está redirecionando seus gastos no esporte e não vem renovando contrato com seus maiores clientes. Na Fórmula 1 atual, eles patrocinam apenas o GP da Espanha. Na Moto GP, não há mais vínculo algum.

A GP2 é uma das beneficiadas com essa nova medida. Três equipes são apoiadas, em troca da inclusão de jovens promessas do país na categoria.

A relação entre Alonso e Telefônica não é boa há algum tempo. No início de sua carreira, por exemplo, a empresa optou por apostar em um argentino ao invés de investir no espanhol. Além disso, a operadora não foi informada da repentina saída do piloto para a McLaren e do acordo fechado com a Vodafone, sua principal concorrente.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Agradecimento

Este post é um agradecimento ao Fábio Seixas, que aceitou prontamente a entrevista e sempre foi solicito com a minha pessoa.

Não é comum alguém interromper seu trabalho para dedicar um tempo a um blogueiro e estudante de jornalismo.

Fica aqui meu muito obrigado!

Essa entrevista é uma prévia do que estou preparando para o dia 22 de Outubro, quando haverá o mais importante post da história do blog.

As falas de Seixas já fazem parte das melhores coisas publicadas pelo BLOG DO MASSI.

ENTREVISTA COM FÁBIO SEIXAS

O BLOG DO MASSI segue inovando e inaugura hoje uma seção de entrevistas.

Aproveitando a semana do GP Brasil de F1, o autor desta página procurou um especialista em automobilismo para estrear o novo “quadro”.

Fábio Seixas é editor-adjunto do caderno de esportes da Folha de São Paulo, tem uma coluna semanal às sextas-feiras sobre esportes a motor no mesmo suplemento, é mestre em Administração Esportiva pela London Metropolitan University, da Inglaterra, cobriu duas temporadas de Fórmula Indy, atual Champ Car, e mais de 120 GPs de Fórmula 1. É comentarista da Rádio Bandeirantes e ainda encontra tempo para postar no Blog do Seixas.

Seguindo seu lema, o BLOG DO MASSI optou por fugir do padrão e colocou a maior categoria do automobilismo em segundo plano. Em entrevista por telefone, concedida no último dia 12, Seixas falou sobre o fenômeno dos blogs, explicou o funcionamento das transmissões no rádio, comentou de outras categorias e até de Olimpíadas.

Segue abaixo a entrevista completa:


BM - O sucesso dos blogs é algo recente. Como você vê a expansão deste meio? Qual a demanda do leitor?

FS - O blog é uma ferramenta fácil de se fazer, você tem acesso em sites e portais. É uma coisa fácil e que vai muito de opinião. É preciso entender a diferença entre blog e site. Existem internautas que não entendem essa diferença. Se você não quiser fazer um blog de notícias, pode fazer só de opinião, sem um valor informativo e isso explica porque têm surgido tantos blogs.

BM - Qual o retorno que você tem obtido com o BLOG DO SEIXAS?

FS - Pra quem faz o blog o mais bacana é a interação com o leitor, o que você não tem no jornal ou no rádio. Você posta e logo depois tem o comentário. E muita coisa que coloco são dicas de pessoas que entraram no blog. As pessoas mandam e-mails com dicas de fotos, YouTube ou notícia para que eu comente.

BM - E o público é o mesmo?

FS - É mais amplo, pois na coluna é preciso comprar ou assinar um jornal. Já o blog é aberto. Tenho muitos leitores de fora do país, dos Estados Unidos, Europa, Japão. Com o tempo, você vai conhecendo até os leitores que te escrevem. Tem sempre gente nova, tem aqueles que olham seis meses o seu blog e depois trocam. É engraçado que vou conhecendo até se os leitores mais fiéis estão cansados daquilo que escrevo.

BM - Entrando em outro meio de comunicação, qual a audiência média de uma transmissão de F1 no rádio?

FS - Para ser sincero, não sei. Já soube, mas há uns três anos q não acompanho a audiência. O que sei e posso dar como impressão é que quando comecei no rádio não imaginava que tanta gente ouvia. Pensava, por que tem um cara que vai ouvir uma corrida na rádio? Mas tem aquele cara que está no trânsito, indo ao parque, passeando, visitando parentes, que está na rua. Tem muita gente que ouve em casa, que gosta da transmissão. E tem também aqueles que não gostam do Galvão e deixam a televisão sem som.

BM - Como que funciona a transmissão dentro do estúdio? O narrador fala o que vê nas imagens da Globo, vocês acompanham os tempos através do computador...

FS - A transmissão começa quarenta minutos antes da corrida. Normalmente chegamos com uma hora e meia de antecedência, conversamos, trocamos idéias para saber o que está acontecendo, o que aconteceu no treino. Durante a corrida, fazemos a transmissão no estúdio da Band News FM, temos a imagem da televisão, som ambiente direto do circuito, cronometragem através do F1.com, além do Júlio Gomes (repórter), que é o nosso apoio para a informação de momento. Por exemplo, o Massa abandonou, então é o Júlio quem corre atrás e cobre o motivo do abandono.

Também temos uma troca com o ouvinte, que funciona como o blog. Se acabo de falar uma besteira ou faço uma pergunta, instantaneamente recebo e-mail de ouvintes te corrigindo.

Uma coisa que comecei a fazer este ano, que é curiosa, é que tem muito amigo que mora fora do país e que acompanha a transmissão pela “tevê” de seu país. Então, fico sempre ligado no MSN desses caras. Essa é uma ferramenta nova, porque vem informação, por exemplo, que a Ferrari teria que ter colocado pneus de chuva na China e que a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) ia puni-los e obrigá-los a parar. Essa notícia eu soube por um amigo que estava acompanhando pelos Estados Unidos e mandou a informação. É algo a mais que ajuda na cobertura.

BM - Em conversa com alunos da PUC-SP, você disse que aceitou o cargo de editor-adjunto do caderno de esportes na Folha de São Paulo para que pudesse realizar alguns projetos especiais posteriormente. Quais seriam esses projetos?

FS - Acho que fiz tudo em termos de reportagem de Fórmula 1. Foram oito anos viajando e mais dois de Fórmula Indy (atual Champ Car). Queria fazer alguma coisa diferente. Em qualquer cargo de chefia você tem autonomia pra fazer coisas diferentes. Tem aquela coisa de quem é repórter durante muito tempo, aquela matéria ter que ser feita “assim ou assado”. Agora, tenho a chance de escolher “o assim” ou “o assado”. No Pan-2007, já colocamos muito disso na nossa equipe. Agora estamos pensando no planejamento das Olimpíadas. É você ter um pouco de autonomia para tentar colocar no jornal aquilo que acha mais importante.

BM - Você tem mestrado em administração esportiva pela London Metropolitan University. Por que da escolha e o que aprendeu na área?

FS - Sou jornalista e acho difícil mudar de área. Estava há dez anos sem estudar e sempre achei bom estudar. Estava na hora de mudar um pouco, aprender sobre outra área. E não queria nada ligado diretamente ao jornalismo, porque queria aprender algo novo. Fiz o curso em administração esportiva, que já é uma realidade, que está crescendo muito no Brasil e que estará entre as pauta obrigatórias para quem quiser cobrir esporte daqui pra frente. Cada vez mais você vê como o negócio interfere no esporte. Foi um curso que poderia ser uma passagem para mudar de área, trabalhar em escritórios de administração esportiva, mas a intenção foi aprender mais sobre uma área que será muito “cara” a cobertura esportiva daqui pra frente, se é que já não está sendo.

BM - Aproveitando o tema de administração esportiva, o que pensa do Brasil sediar uma Copa do Mundo e uma Olimpíada em um curtíssimo espaço de tempo? Não é um erro de planejamento?

FS - Eu acho uma “batida de cabeça”. O país tem o direito de querer concorrer. Já vimos que não precisa ter uma Olimpíada com estrutura megalomaníaca, como talvez tenha sido Sydney e talvez seja Pequim. A gente já viu o que aconteceu no passado, em um esquema mais modesto. Seria bacana que acontecesse aqui outros grandes eventos, desde que não tenhamos no país o que vimos com o Pan-Americano, um estouro de 800% no orçamento. Mas, deixando isso de lado, a intenção de receber esses eventos é bacana. E é uma “batida de cabeça” também toda essa rivalidade entre COB (Comitê Olímpico Brasileiro) e CBF (Confederação Brasileira de Futebol), com as entidades pleiteando dois eventos na mesma época.

BM - Quais as diferenças na cobertura de categorias americanas, como Champ Car, IRL para a Fórmula 1?

FS - A Fórmula Indy segue a filosofia americana do esporte. Acesso total a informação, aos personagens do negócio, as estatísticas e resultados. Há um esforço gigantesco para que o jornalista tenha acesso a tudo. Era muito fácil ter acesso à informação. É algo diferente do que acontece na Fórmula 1. Na Fórmula 1, há certa soberba por ser “A” maior categoria e “O” maior esporte a motor, e com certeza é, e se utilizam disso como estratégia de marketing para beneficio próprio. O problema é que para o jornalista que cobre é complicado, porque você não tem acesso às coisas. Então, para fazer entrevista com alguém você tem que consultar a assessoria de imprensa. Para entrevistar alguém do seu lado, você já tem que ser um rosto conhecido, que freqüenta aquilo ali há muito tempo.

BM - Muitos apaixonados por automobilismo estão reticentes com essa nova categoria que mistura duas paixões mundiais: carros e futebol. Quais são as perspectivas da Fórmula Superleague?

FS - Enquanto não tiver a primeira corrida, não acredito que vá acontecer. É simples assim. Já vi lançamento de várias coisas parecidas e até agora não vi esse negócio acontecer. É que nem assunto de autódromo novo no Brasil, toda semana vão fazer autódromo em algum lugar e nunca sai do papel. Portanto, enquanto não tiver o primeiro treino da primeira corrida, para mim não existe.

BM - O mesmo acontece com a GP2 Ásia?

FS - Essa talvez saia do papel porque tem um interesse de Bernie Ecclestone por trás. Então, acho que vai ser algo mais sério.

BM - E você pode explicar quais são esses interesses?

FS - Isso é óbvio, é expandir o automobilismo pela Ásia. Veja onde a Fórmula 1 corria dez anos atrás e onde ela corre agora. Ano que vem vai ter Cingapura, depois Índia, já se fala em Dubai. A Fórmula 1 já conquistou a Europa, não precisa mais correr tanto lá. Faz parte da filosofia de entrar no mercado asiático.

BM - Desde o surgimento da categoria, muitos pilotos já foram aproveitados na Fórmula 1. Hamilton, Kovalainen e Rosberg são alguns exemplos. Como a F1 já está muito renovada e tem poucos lugares vagos, a perspectiva é que o quadro piore para os próximos anos, não é?

FS - Pelo contrário. Tem uma “turma” na Fórmula 1 que até o fim do ano que vem não passa. Você pega Rubinho, Fisichella, Trulli, Ralf que já parou agora, Webber, Coulthard. Vai ter uma renovação maior do que esse ano. E se tem uma notícia boa para os brasileiros que estão por lá, é que se fizerem um campeonato bom em 2008, as vagas devem aparecer em 2009.

BM - O Lucas Di Grassi, vice-campeão da GP2 em 2007, dificilmente terá uma oportunidade na F1.

FS - Para esse próximo ano não. Porque quem vai ter oportunidade esse ano é outro brasileiro, o Nelsinho (Piquet). Se ele continuar na GP2 ou fizer testes na Renault (Di Grassi faz parte do projeto de desenvolvimento de pilotos da escuderia francesa), acho que é um nome cotado para correr em 2009. Imagino que a renovação para 2009 será das mais amplas dos últimos anos.

BM - O Nelsinho terá vaga aonde? Possivelmente a Renault trará o Alonso de volta. Ele tem chance na Williams?

FS - Depende do Alonso. Se o Alonso não for para a Renault, a vaga é do Nelsinho. Agora, se o Alonso for para a Renault, ele terá que procurar algum outro lugar. Na Williams eu sei que é difícil.

BM - E se ele não conseguir nenhuma vaga, qual será seu futuro?

FS - Ser piloto de testes mais um ano, esperando aparecer uma vaga. Não tem muita alternativa. Se ele quiser uma vaga na Fórmula 1, ele terá que esperar. Ou senão, comprar uma vaga em alguma equipe, “uma Spyker da vida”. Mas não é o tipo de coisa que ele imagina para sua carreira.

BM - Seguir como piloto de testes não é um retrocesso?


FS - Não. Ele vai continuar na mesma. Retrocesso seria ele voltar para a GP2.