terça-feira, 17 de julho de 2007

COPA-2014 NO DESERTO?



Após Canadá, EUA, Colômbia e Austrália manifestarem o desejo de sediar a Copa de 2014, agora é a vez dos Emirados Árabes Unidos esboçarem um plano para a realização do mundial. A idéia, inicialmente absurda, tem tudo para conquistar a FIFA.

Segundo a publicação européia Four Four Two, a família Maktoum, comandada pelo sheik Mohammed Ben Rashid, não poupará esforços e recursos para levar adiante essa empreitada. Desde julho passado, na Copa da Alemanha, os árabes já vem estreitando relações com a entidade máxima do futebol. E o maior indício surgiu através da Emirates Airlines, empresa aérea dirigida pelo tio de Mohammed, que pagou 245 milhões de dólares para ser um dos patrocinadores exclusivos de todos os eventos da FIFA até a Copa de 2014.

Mesmo não se manifestando oficialmente a respeito da possibilidade e cientes de que o Brasil será a provável sede do mundial, devido ao sistema de rotações implementado recentemente, o país já iniciou o planejamento para que seu sonho se torne realidade. De acordo com a mesma revista, ele começa pela construção do maior sistema de metrô do mundo, capaz de transportar até 1,2 milhões de pessoas por dia e que será concluído em 2010. Entrando no âmbito esportivo, a empresa Sports City tem pronto um projeto orçado em 3 bilhões de dólares para a construção de um moderno estádio de futebol na cidade de Dubai.

Apesar de estarem se organizando de modo louvável, devido a antecedência com que tem realizado as obras e visando melhorias também na infra-estrutura, aspecto muito valorizado pela FIFA, os Emirados Árabes sofrem com problemas de difícil resolução. O principal deles é a proximidade com o Irã, palco constante de guerras. Outro empecilho é o calor. Nos meses de Junho e Julho, período em que se realizam os mundiais, é praticamente inviável que os jogadores suportem as condições climáticas.

Enfim, não é fácil responder sobre a possibilidade do pequeno país, sede do Mundial Sub-20 em 2003, receber a Copa de 2014, mas é certo que com a determinação de Mohammed Ben Rashid e, principalmente, através de seu poder aquisitivo, os Emirados Árabes Unidos complicarão bastante a candidatura brasileira.

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